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Dia Mundial da Diabetes

Este mês comemorou-se o Dia Mundial da Diabetes, a 14 de Novembro, instituído pela Federação Internacional da Diabetes e pela Organização Mundial da saúde, em memória do dia de aniversário de Frederick Banting (médico canadiano) que juntamente com o colega Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em 1921.

O que é a Diabetes Mellitus (DM)?

A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crónica, caracterizada pela quantidade elevada de glicose no sangue, fruto do pâncreas não produzir qualquer insulina ou produzir quantidade insuficiente de insulina, ou, simplesmente, porque a insulina produzida não funciona adequadamente (conhecido por resistência à insulina). A insulina é uma hormona que controla a entrada de glicose para as células do corpo e quando esta é insuficiente, ou não é usada como deveria, a glicose acumula-se no sangue em vez de entrar nas células e estas não conseguem funcionar corretamente.

Tipos de Diabetes Mellitus e causas

– Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) – muito menos frequente que a Diabetes Mellitus tipo 2, resulta essencialmente da destruição súbita e irreversível das células pancreáticas – especificamente as células produtoras de insulina, conhecidas como células beta das ilhotas de Langerhans -, geralmente por inflamação autoimune.

O processo autoimune de destruição das células beta do pâncreas ocorre em indivíduos geneticamente suscetíveis, sendo provavelmente desencadeado por um ou mais agentes ambientais, como alguns tipos de vírus.

Estes doentes são geralmente adolescentes ou adultos jovens. 

– Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) – não tem origem autoimune e ocorre principalmente em adultos que são obesos, sedentários e com histórico familiar positivo. Cerca de 90% dos casos de diabetes são classificados como Diabetes Mellitus tipo 2.

A DM2 é um tipo de diabetes que ocorre por uma insuficiente ação da insulina na circulação sanguínea. O pâncreas produz insulina mas os tecidos não reconhecem a sua presença, impedindo que a glicose entre para dentro das células, um processo conhecido como resistência à insulina.

– Diabetes gestacional – quando o novo ambiente hormonal se associa a excesso de peso, sedentarismo e alimentação pouco equilibrada, as mulheres grávidas podem produzir um tipo de diabetes próprio da gestação, chamada diabetes gestacional. Geralmente é controlada apenas com dieta e atividade física, mas pode necessitar de tratamento com insulina. Os principais problemas deste tipo de diabetes, quando não controlada, são complicações fetais e do parto.

Pré-diabetes – acontece quando o nível de glicose no sangue está aumentado mas ainda não é o suficiente para fazer o diagnóstico de diabetes.

– Outros tipos de diabetes – Existem alguns tipos de diabetes que não se enquadram em nenhuma das categorias anteriores e que são pouco frequentes. São causados por alterações conhecidas como defeitos nas células beta, alterações na ação da insulina, doenças do pâncreas, endocrinopatias diversas, entre outros.

Diagnóstico-Sintomas

O diagnóstico é feito através dos sintomas que a pessoa manifesta e confirma-se com análises ao sangue, através da dosagem sanguínea da glicemia ou da hemoglobina glicosilada. Outras vezes podem não existir sintomas e o diagnóstico ser feito em exames realizados por outra causa. 

Os sintomas relacionados com o excesso de glicose no sangue aparecem, na diabetes tipo 2, de forma gradual e quase sempre lentamente. Por isso, o início da diabetes tipo 2 é muitas vezes difícil de precisar.

Os sintomas mais frequentes são a fadiga, poliúria (urinar muito e com mais frequência) e sede excessiva. Muitas vezes o doente não apresenta estes sintomas (ou dá-lhes pouca importância) e o diagnóstico é feito por análises de rotina.

Nas análises encontramos uma quantidade de glicose no sangue aumentada (hiperglicemia) e aparece açúcar na urina (glicosúria). São necessários dois exames de sangue, colhidos em dias diferentes, com pelo menos um dos três critérios listados abaixo:

  • Glicemia em jejum acima de 126 mg/dl.
  • Glicemia em qualquer momento do dia acima de 200 mg/dl.
  • Hemoglobina glicosilada (HbA1c) maior que 6,5%.

Tratamento da Diabetes Mellitus tipo 1 e 2

Como na Diabetes Mellitus tipo 1 o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina os pacientes precisam de substituir a insulina natural por insulina artificial, que pode ser administrada por meio de injeções regulares o longo do dia ou através de uma bomba de insulina.

O nível de insulina administrado deve ser cuidadosamente definido de acordo com a dieta e os hábitos de exercício do paciente. Quantidades insuficientes podem não controlar a glicemia e aumentar o risco de complicações, enquanto quantidades excessivas podem provocar hipoglicemia.

O primeiro passo no tratamento da Diabetes Mellitus tipo 2 é, frequentemente, uma dieta com restrição calórica, abstenção do consumo de açúcares simples, perda de peso e maior atividade física.

Comer fontes de fibra – a fibra é um elemento fundamental para o bom funcionamento intestinal e para manter bons níveis de glicose e colesterol no sangue. Acrescentar à alimentação legumes, leguminosas e frutas, é igualmente preponderante.

Comer fontes de açúcar complexos – aposte em fontes de hidratos de carbono complexos (batata, leguminosas, inhame, arroz, quinoa, trigo sarraceno), que não provocam picos de glicose no sangue após as refeições, e dê também preferência a fontes de gordura saudável (azeite, frutos secos e sementes). Abdique, ou evite, de hidratos de carbono simples (açúcar refinado, produtos de pastelaria, bolachas industrializadas, entre outros) e gordura saturada e/ou hidrogenada (enchidos, fiambre, margarinas, queijos gordos, fast-food, entre outros).

Praticar exercício físico com regularidade – O exercício físico reduz o risco de pré diabetes e diabetes do tipo 2. Basta praticar 30 minutos de exercício físico por dia para melhorar o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue, da tensão arterial, colesterol e triglicerídeos. 

Opte pela prevenção e tratamento atempados, dê à sua saúde a importância que esta merece. Um seguro de saúde permite conseguir tratar e prevenir qualquer situação, seja qual for a urgência que esta exige.

Inês Valente
Nutricionista