A boa notícia é que, com alguns passos simples, é possível entrar em 2026 com a empresa mais protegida, mais informada e com menos riscos escondidos. Este artigo reúne os pontos essenciais que qualquer empresa — micro, pequena, média ou atividade independente — deve rever no final do ano, de forma clara, prática e sem tecnicismos.
Porque dezembro é o melhor mês para rever seguros empresariais
Dezembro é, naturalmente, um mês de fecho:
- Relatórios;
- Reconciliações;
- Planeamento de investimento;
- Definição de objetivos;
- Revisão de custos.
E é também a fase ideal para rever riscos empresariais, porque existe uma visão muito clara de como foi o ano:
- Que equipamentos avariaram;
- Que processos falharam;
- Que responsabilidades aumentaram;
- Que serviços cresceram;
- Onde houve maior exposição.
Rever os seguros em dezembro não tem a ver com contratar “mais”, mas sim com garantir que aquilo que já existe está alinhado com a realidade atual.
6 pilares essenciais para proteger o negócio antes de entrar em 2026
Responsabilidade Civil Profissional: o escudo essencial em profissões técnicas
Advogados, arquitetos, consultores, terapeutas, engenheiros, contabilidade, informática — qualquer profissão que preste um serviço técnico ou intelectual está exposta a erros, omissões ou interpretações.
Uma falha simples pode representar:
- Perda financeira para o cliente;
- Reclamações legais;
- Indemnizações;
- Danos reputacionais.
O Seguro de Responsabilidade Civil Profissional protege precisamente estas situações e deve ser revisto em dois aspetos:
- Capital (está adequado ao tipo de projetos que realiza hoje?),
- Âmbito de cobertura (cresceu para novas áreas? novos serviços? novos clientes?).
Multirriscos Património: proteger o espaço físico e a operação
Seja escritório, consultório, armazém ou loja, o seguro Multirriscos protege:
- Conteúdo;
- Equipamentos;
- Mobiliário;
- Danos por água;
- Incêndio;
- Fenómenos naturais;
- Ruturas;
- Danos elétricos.
É importante rever:
- Se houve compras ao longo do ano;
- Se o inventário aumentou;
- Se os valores segurados estão atualizados;
- Se existem novas áreas, anexos ou equipamentos que ainda não foram incluídos.
Quanto maior a distância entre o valor real e o valor declarado, maior o risco de subseguro.
Acidentes de Trabalho (obrigatório e fundamental)
Para empresas com colaboradores, este seguro é obrigatório e essencial para garantir a proteção dos trabalhadores em caso de acidente, durante a atividade profissional. Para trabalhadores independentes, o Seguro de Acidentes de Trabalho também é obrigatório por lei, mesmo que não tenham funcionários e que trabalhem a partir de casa. Para quem presta serviços por conta própria, esta proteção é crucial: um acidente pode suspender a atividade e afetar diretamente o rendimento mensal. Ter esta cobertura assegura assistência médica, indemnizações por incapacidade e proteção financeira num momento crítico.
No fecho do ano importa verificar:
- Novas admissões;
- Alterações de função;
- Valores de remuneração;
- Inclusão de prestadores externos (se aplicável).
Um erro frequente das empresas é não atualizar remunerações ou categorias profissionais, o que pode gerar complicações numa participação de sinistro.
Proteção de Equipamentos Electrónicos
Computadores, terminais de pagamento, servidores, maquinaria, equipamentos médicos ou de produção — tudo depende de energia elétrica e está sujeito a avarias súbitas.
Num contexto de maior carga elétrica no inverno, é importante garantir:
- Cobertura de danos elétricos;
- Substituição rápida;
- Limite de capital adequado;
- Cobertura de equipamentos fora do estabelecimento (no caso de profissionais que trabalham em mobilidade).
Veículos de serviço e deslocações profissionais
Mesmo pequenas empresas ou profissionais independentes dependem de viatura para:
- Visitas a clientes;
- Entregas;
- Deslocações técnicas;
- Vendas;
- Apoio operacional.
No final do ano é boa prática rever:
- Capitais;
- Coberturas de danos próprios;
- Assistência 24h;
- Viatura de substituição;
- Inclusão de novos condutores.
E, claro, garantir que o seguro reflete o uso profissional — algo frequentemente esquecido.
Ciber-risco: um problema cada vez mais comum em PME’s
Ataques informáticos, phishing, perda de dados ou interrupção de sistemas deixaram de ser um tema das grandes empresas. Hoje, as PME’s são os alvos mais frequentes — precisamente porque estão menos protegidas.
Um seguro de Ciber-risco pode apoiar em:
- Recuperação de dados;
- Gestão de crise;
- Responsabilidade perante clientes;
- Suporte informático especializado.
Não é obrigatório, mas tornou-se essencial para qualquer negócio que dependa de tecnologia — praticamente todos.
Veja também o SABSEG SMARTPROTECT BY HISCOX uma solução inovadora e exclusiva da SABSEG, desenvolvida para profissionais liberais, empresários em nome individual e microempresas que procuram proteger a sua atividade de forma flexível, eficaz e com simplicidade. Com uma estrutura modular e personalizável, este seguro permite escolher apenas as coberturas relevantes para cada negócio, com possibilidade de reforço posterior.
Quais os seguros essenciais para PME’s e independentes?
RC Profissional, Multirriscos, Acidentes de Trabalho e, conforme o caso, viaturas e ciber.
Devo rever seguros mesmo que já os tenha?
Sim — capital, coberturas e riscos mudam ao longo do ano.
É necessário ter muitos seguros?
Não. É necessário ter os adequados à atividade e ao nível de risco.
FAQs :
1) A RC Profissional é obrigatória? – Depende da profissão. Para várias áreas é obrigatória, noutras é recomendada.
2) O seguro Multirriscos cobre equipamentos? – Sim, desde que estejam incluídos nos capitais e na área segurada.
3) Um trabalhador independente deve ter Acidentes de Trabalho? – Sim, é obrigatório.
4) Preciso de atualizar capitais todos os anos? – Sim. Alterações no inventário, equipamentos ou mobiliário devem ser refletidas.
5) O seguro cobre danos elétricos? – Depende das condições contratadas; é uma cobertura frequentemente opcional.
6) As PME’s devem ter seguro de Ciber-risco? – Sim, especialmente se dependem de sistemas, dados de clientes ou plataformas digitais.
7) A viatura de trabalho precisa de seguro diferente? – Sim. Deve refletir uso profissional para garantir cobertura adequada.
8) A empresa pode ter problemas se não atualizar remunerações no Seguro de Acidentes de Trabalho? – Sim. Pode resultar em insuficiência de capital ou dificuldades no sinistro.
9) O que acontece se o valor de conteúdo estiver baixo? – Risco de subseguro: a indemnização pode ser proporcionalmente reduzida.
10) É possível rever todos os seguros ao mesmo tempo? – Sim, e é recomendável no final do ano ou no início do seguinte.
Conclusão
Fechar o ano com os seguros empresariais revistos não é apenas uma boa prática administrativa — é uma forma de proteger a operação, reduzir riscos e preparar o negócio para um ano mais estável. As PME’s e os profissionais independentes vivem muitas vezes numa rotina intensa, onde os imprevistos têm impacto direto no rendimento.
Por isso, garantir que a proteção está ajustada é uma decisão simples que faz uma grande diferença.
Quer rever de forma simples a proteção da sua empresa ou atividade para entrar em 2026 mais protegido? Estamos aqui para ajudar.
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A SABSEG não tem a intenção de fornecer aconselhamento através deste documento, tratando-se apenas de um artigo informativo.



