Stress prolongado, ansiedade, dificuldades emocionais ou outras situações que exigem acompanhamento psicológico ou psiquiátrico fazem parte da realidade de muitas pessoas e famílias. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dúvida muito concreta: se precisar de apoio psicológico ou psiquiátrico, o meu seguro de saúde ajuda? A resposta não é igual para todos os seguros. E é precisamente por isso que vale a pena esclarecer este tema antes de precisar. Um seguro de saúde pode disponibilizar diferentes formas de acesso a cuidados relacionados com saúde mental, mas não deve assumir que consultas de psicologia, psiquiatria, tratamentos ou internamentos estão automaticamente abrangidos. É necessário consultar as condições concretas do contrato.
O essencial
Se a saúde mental é importante para si ou para a sua família, confirme expressamente se o seguro contempla consultas de psicologia ou psiquiatria, que rede de prestadores está disponível, que valores ficam a seu cargo, se existem limites de utilização, períodos de carência ou exclusões e como são tratadas situações clínicas existentes antes da contratação. Saúde mental e cobertura de saúde mental não são a mesma coisa. A primeira é uma dimensão essencial da saúde. A segunda depende do contrato de seguro que foi efetivamente celebrado.
A saúde mental faz parte da saúde
A Organização Mundial da Saúde considera a saúde mental uma componente integrante da saúde e do bem-estar. Não se resume à existência ou ausência de uma doença diagnosticada. Está relacionada com a capacidade de lidar com as exigências da vida, trabalhar, aprender, manter relações e participar na comunidade. Nos últimos anos, falar de saúde mental tornou-se mais comum. E isso é positivo. Mas o aumento da atenção pública sobre o tema não significa que todos os seguros de saúde tenham automaticamente passado a incluir as mesmas respostas. Do ponto de vista segurador, é necessário continuar a fazer uma pergunta objetiva: O que diz o meu contrato?
Psicologia está incluída no seguro de saúde(link)?
Pode estar., mas não deve assumir que está. Existem soluções de saúde com diferentes formas de acesso a consultas de psicologia, redes específicas, valores convencionados ou outras condições. Noutros contratos, estas situações podem estar excluídas ou ter um enquadramento diferente. Por isso, procurar apenas a expressão “seguro de saúde” não é suficiente para perceber se existe proteção nesta área. Se o acompanhamento psicológico é uma prioridade para si ou para a sua família, procure essa informação especificamente.
Perguntas que deve fazer
- Existem consultas de psicologia?
- Funcionam através da rede?
- Existe possibilidade de reembolso fora da rede?
- Quanto fica a cargo da pessoa segura?
- Existe um número máximo de consultas?
- Há algum capital ou limite anual?
- É necessária referenciação?
- Existem períodos de carência?
- Existem exclusões relevantes?
Quanto mais concreta for a pergunta, mais clara será a resposta.
E as consultas de psiquiatria?
O mesmo princípio se aplica. Psiquiatria e psicologia não são necessariamente tratadas da mesma forma num contrato. Pode existir uma resposta diferente para consultas, tratamentos, internamento ou outras prestações relacionadas com saúde mental. Isto significa que tem de verificar o contrato concreto. Se esta área for relevante para si, deve ser um dos critérios de comparação entre soluções.
Não basta perguntar: “tem psicologia?”
Esta é uma das distinções mais importantes. Encontrar a palavra “psicologia” numa apresentação comercial não esclarece, por si só, como funciona o acesso.
Pode tratar-se de uma cobertura de seguro. Pode existir apenas acesso a uma rede de prestadores em condições convencionadas. Pode haver um número limitado de consultas. Pode aplicar-se um valor específico por utilização. Pode ainda existir um serviço complementar que não corresponde a uma cobertura seguradora tradicional.
Por isso, a pergunta deve ser: “Que tipo de acesso existe, em que condições, com que limites e quanto fica a meu cargo?”
Seguro de saúde e acesso a preços convencionados não são a mesma coisa
Esta diferença também é importante para compreender algumas ofertas relacionadas com psicologia. Num seguro de saúde existe transferência de risco para a empresa de seguros dentro das coberturas e condições contratadas. Um plano de saúde, ou um simples acesso a uma rede de prestadores com preços convencionados, funciona de forma diferente. Neste caso, o utilizador pode beneficiar de preços previamente acordados, mas suporta o pagamento dos serviços nas condições previstas. Por isso, duas soluções que anunciam “acesso a psicologia” podem ter mecanismos muito diferentes.
O que interessa não é apenas existir acesso. É perceber que tipo de proteção existe.
Quanto pode pagar por uma consulta?
Quando existe acesso através de uma rede convencionada, pode estar previsto um determinado valor a cargo da pessoa segura. Quando existe uma modalidade de reembolso, a pessoa pode pagar inicialmente a consulta e solicitar posteriormente a comparticipação prevista no contrato.
Também podem existir limites ou outras condições. Por isso, antes de escolher, tente perceber o custo real de utilização. Uma solução pode ter um prémio mensal mais baixo e valores maiores a cargo do cliente. Outra pode ter uma estrutura diferente.
Não existe uma resposta universal. Existe a solução que melhor corresponde à forma como pretende utilizar os cuidados de saúde.
Há limite para o número de consultas?
O contrato pode estabelecer limites de utilização, capitais máximos ou outras condições. Também pode acontecer que determinado serviço funcione apenas através de uma rede específica e com preços convencionados. Por isso, se sabe que poderá necessitar de acompanhamento continuado, a pergunta sobre frequência e limites torna-se particularmente importante. Não basta perceber se pode fazer uma consulta. É necessário perceber como funciona um acompanhamento ao longo do tempo.
E se já existir um diagnóstico ou acompanhamento?
Este é um ponto que merece especial atenção. As situações clínicas existentes antes da celebração do contrato podem ser relevantes para a aceitação e para as condições aplicáveis ao seguro. A celebração de um seguro de saúde pode depender da prestação de informação sobre o estado de saúde. Uma doença preexistente conhecida pela pessoa segura considera-se coberta se não tiver sido expressamente excluída do contrato, embora seja habitual existirem exclusões deste tipo. Podem também existir períodos de carência nas condições legalmente admitidas.
Por isso, se já existe acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou outra situação clínica relevante, não deve assumir que uma nova contratação irá automaticamente cobrir os cuidados relacionados. A situação deve ser esclarecida antes de contratar. E a informação solicitada pela seguradora deve ser prestada de forma correta e completa.
Contratar quando já se precisa pode ser tarde?
Este é um princípio transversal aos seguros. Um seguro existe para proteger riscos futuros dentro das condições contratadas. Não deve ser encarado como uma solução automática para uma despesa que já existe. No caso da saúde, podem existir exclusões, períodos de carência e condições relacionadas com situações preexistentes. Por isso, pensar antecipadamente na proteção é diferente de procurar cobertura apenas quando surge uma necessidade imediata.
Quanto mais cedo compreender o que tem — ou aquilo de que poderá vir a precisar — melhor consegue decidir.
Crianças e adolescentes: uma pergunta que as famílias devem fazer
Quando existem filhos, a saúde mental merece ser incluída na reflexão sobre proteção familiar.
Não porque se deva antecipar um problema, mas porque, se um dia existir necessidade de acompanhamento, é útil saber antecipadamente que recursos estão disponíveis.
Pergunte: Se o meu filho precisasse de apoio psicológico, saberia hoje a quem recorrer e em que condições? A resposta pode envolver diferentes recursos: SNS, escola, profissionais de saúde, seguro ou outros serviços existentes. O seguro é apenas uma das dimensões possíveis. Mas, se existe, é importante saber que resposta oferece.
Saúde mental na escola e seguro de saúde não devem ser confundidos
As escolas podem ter respostas e mecanismos próprios de promoção da saúde e acompanhamento dos alunos. O Serviço Nacional de Saúde tem igualmente respostas na área da saúde mental. E um seguro privado pode disponibilizar outras formas de acesso.
Estes recursos não têm todos a mesma função. Por isso, o objetivo não é escolher entre “público ou privado”. É saber que respostas existem e como utilizá-las quando necessário.
O seguro cobre internamento psiquiátrico?
Não deve assumir que sim. Mais uma vez, as condições específicas do contrato são decisivas.
Se esta dimensão for relevante na análise de uma solução, deve perguntar expressamente pelo seu enquadramento. Não confunda cobertura de consultas de saúde mental com cobertura de internamento. São situações distintas e podem ter tratamento contratual diferente.
E medicamentos?
O facto de existir uma consulta coberta ou acesso a determinado especialista não significa automaticamente que os medicamentos prescritos estejam igualmente abrangidos. As despesas com medicamentos devem ser analisadas de acordo com as coberturas concretas do seguro.
Esta é outra razão para evitar conclusões do tipo: “Se tenho esta consulta, então tudo o que resultar dela também fica coberto.” Em seguros, cada cobertura tem de ser analisada pelas respetivas condições.
Teleconsultas de psicologia também devem ser verificadas
A utilização de cuidados de saúde à distância tornou-se mais comum. Quando existe interesse em consultas de psicologia por videochamada ou através de plataformas digitais, confirme se essa modalidade está disponível na solução contratada e quais são as respetivas condições.
Mais uma vez, acesso digital não significa necessariamente cobertura ilimitada. Veja a rede, os profissionais disponíveis, os custos e eventuais limites.
Cinco perguntas para fazer ao rever o seguro
Se a saúde mental é uma prioridade, não precisa de começar pela leitura integral de dezenas de páginas. Comece por cinco perguntas:
- Tenho acesso a psicologia? – Se sim, perceba exatamente como funciona.
- Tenho acesso a psiquiatria? – Não assuma que é igual à psicologia.
- Quanto fica a meu cargo? – Confirme valores na rede e condições de eventual reembolso.
- Existem limites ou exclusões? – Veja número de consultas, capitais, períodos de carência e situações não abrangidas.
- Uma situação já existente está coberta? – Se existe acompanhamento ou diagnóstico anterior, esclareça o enquadramento antes de contratar.
Estas cinco respostas dão-lhe uma visão muito mais útil da proteção.
Como comparar dois seguros nesta área?
Se saúde mental for um critério importante para si, crie uma comparação específica.
Não compare apenas:
Seguro A — tem psicologia | Seguro B — tem psicologia
Compare:
- tipo de acesso;
- rede de profissionais;
- valor a cargo da pessoa segura;
- possibilidade de reembolso;
- número ou limite de consultas;
- psiquiatria;
- exclusões;
- carências;
- condições para situações preexistentes;
- eventual acesso digital.
É uma comparação muito mais próxima daquilo que realmente poderá precisar.
Sabe que apoio teria hoje se precisasse?
Quando as soluções começam a ter redes, capitais, carências, exclusões e diferentes modalidades de acesso, a comparação deixa de ser apenas uma questão de preço. É aí que o acompanhamento de um corretor pode fazer diferença. Se saúde mental é importante para si ou para a sua família, confirme que respostas existem, como funcionam e que condições se aplicam. Não espere pela necessidade para descobrir.
Na SABSEG, procuramos compreender o que cada cliente valoriza antes de analisar as soluções disponíveis no mercado. Se saúde mental é uma prioridade, deve entrar na comparação desde o início como uma necessidade concreta. Porque proteção adequada começa por fazer as perguntas certas. Talvez nunca tenha procurado esta informação na sua apólice. E esse pode ser precisamente o melhor motivo para o fazer agora.
Fale com um consultor e perceba melhor a sua proteção de saúde.
FAQ’s:
1) Os seguros de saúde cobrem consultas de psicologia? – Depende do contrato. Existem soluções com diferentes modalidades de acesso a psicologia, mas não deve assumir que esta prestação está automaticamente coberta. Verifique as condições, rede, valores a seu cargo e eventuais limites.
2) Psiquiatria está incluída no seguro de saúde? – Não necessariamente. Alguns contratos podem prever condições diferentes, pelo que deve confirmar a solução específica.
3) Psicologia e psiquiatria são a mesma cobertura – Não necessariamente. Podem ter regras, redes, limites e condições diferentes.
4) Há seguros de saúde com consultas de psicologia online? – Podem existir soluções que disponibilizam acesso remoto a profissionais, mas as condições variam. Confirme se se trata de cobertura do seguro, acesso a uma rede ou outro serviço complementar.
5) O seguro cobre acompanhamento psicológico que já tinha antes de contratar? – Não deve assumir que sim. Uma situação clínica preexistente pode estar sujeita a condições específicas ou exclusões. Deve ser declarada quando solicitada e analisada antes da contratação.
6) O seguro de saúde cobre internamento psiquiátrico? – Não deve partir desse princípio. Confirme sempre as condições concretas do contrato.
7) Se a consulta de psicologia estiver coberta, os medicamentos também ficam cobertos? – Não necessariamente. Consultas e medicamentos podem estar sujeitos a coberturas diferentes.
8) Um plano de saúde com psicologia é igual a um seguro de saúde? – Não. Um plano de saúde permite normalmente aceder a serviços a preços convencionados. Um seguro implica transferência de risco dentro das coberturas contratadas. São produtos diferentes.
Glossário
Cobertura – Risco, cuidado ou conjunto de despesas que o contrato de seguro prevê proteger, dentro das respetivas condições e limites.
Doença preexistente – Situação clínica existente antes do início do contrato e cujo enquadramento depende das condições aplicáveis e da informação prestada à seguradora.
Exclusão – Situação, risco, doença, tratamento ou circunstância que o contrato identifica como não estando abrangida pelo seguro.
Período de carência – Período entre o início do contrato e o momento a partir do qual determinada cobertura começa a produzir efeitos.
Psicologia – Área dedicada, entre outras dimensões, à avaliação e intervenção psicológica. O acesso através de um seguro depende das condições concretamente contratadas.
Psiquiatria – Especialidade médica dedicada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento de perturbações mentais. A respetiva cobertura seguradora deve ser verificada especificamente.
Rede convencionada – Conjunto de prestadores que disponibilizam cuidados de saúde nas condições associadas ao seguro.
Reembolso – Modalidade em que a pessoa segura paga inicialmente determinada despesa e solicita posteriormente ao segurador a comparticipação prevista no contrato.
Saúde mental – Dimensão integrante da saúde e do bem-estar, relacionada com a forma como as pessoas lidam com as exigências da vida, desenvolvem capacidades, trabalham, aprendem e participam na comunidade.
Seguro de saúde – Contrato através do qual uma empresa de seguros assume determinados riscos relacionados com cuidados de saúde, dentro das coberturas, limites e restantes condições contratadas.
O Futuro é com a SABSEG.
Todos os esforços neste artigo foram feitos para fornecer informações corretas e claras neste documento.
A SABSEG não é responsável pelas consequências de quaisquer atos ou decisões tomadas com base exclusivamente nas informações aqui contidas.
A SABSEG não tem a intenção de fornecer aconselhamento através deste documento, tratando-se apenas de um artigo informativo.
A informação apresentada neste artigo tem carácter geral e informativo e não substitui a consulta da informação pré-contratual e contratual aplicável. As coberturas, capitais, franquias, percentagens de comparticipação, redes, procedimentos de autorização e restantes condições variam consoante o contrato e o segurador.
SABSEG – corretor de seguros SA. – corretor coletivo de seguros inscrito na ASF sob o n.º 607122741, com autorização para os ramos vida e não vida. A SABSEG não assume a cobertura de riscos. A empresa de seguros deu autorização para celebrar contratos em seu nome. A empresa de seguros deu autorização à SABSEG para receber prémios para lhe serem entregues. Esta informação não dispensa a consulta de informação contratual e pré contratual legalmente exigida.
